domingo, 8 de março de 2009

A DIFÍCIL ARTE DE CONVIVER


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           Recentemente, no meu grupo de blogs educativos, fui duramente criticado por uma opinião equivocada,  e, embora tenha pedido desculpas e admitido o engano, achei, nas linhas e entrelinhas, que as palavras foram duras e desnecessárias, o que causou bastante antipatia e me deixou muito magoado e irritado.
           Depois, com a cabeça mais fria, me coloquei no lugar de quem fez a critica e percebi que aquela reação não poderia ter sido outra maneira, e que, de vez em quando precisamos mesmo ganhar uns “joelhaços” para acabar com a nossa arrogância que, na maioria das vezes, não passam de “frescuras existenciais”.
           Nada afeta mais a convivência do que a autossuficiência e as verdades particulares, sem que se perceba, a confiança começa a se acentuar e a sensação de grandeza relega a um segundo plano o respeito e o cuidado com as palavras.
           Sempre achei o orgulho e o egoísmo a matriz de todos os males e que sua manifestação afeta consideravelmente todas as relações de convivência, quer seja individualmente, em nosso dia-a-dia, ou nas relações internacionais em assuntos ligados aos macro interesses das nações.
           A convivência é a grande oportunidade que temos para exercitar a tolerância e a humildade, e o grande obstáculo ao entendimento é que temos uma tendência natural em escutar somente aquilo que queremos ouvir, quando na maioria das vezes, é exatamente o contrário que precisamos para nos situarmos e ir ao encontro do próximo.    
           Nada é "igual" em nossos “semelhantes”, as emoções, experiência de vida, convívio familiar, personalidade, a aparência física, religião, cultura, etc., e, acrescentando a tudo isso ingredientes desagregadores como o orgulho e o egoísmo, não fica muito difícil entender, por projeção, tudo o que está acontecendo em nosso planeta.  
           Existe um fragmento de verdade em cada um de nós, seres humanos, daí a necessidade de examinar cuidadosamente cada ponto de vista e abraçar tudo que for bom e construtivo, por isso não podemos nos isolar em guetos individuais dentro de uma sociedade plural, muito menos calar ou menosprezar quem se manifesta de forma diferente, caso contrário corremos o risco de nos tornar facciosos... Intolerantes.

6 comentários:

Andréa Motta disse...

Oi , Fernando, achei excelente a idéia de apresentar o acordo ortográfico através de quadrinhos. Amanhã mesmo eu os mostrarei aos meus alunos. Boa semana!

Marli disse...

Oi Fernando!
Sempre filosofando, o meu amigo. Você tem razão, precisamos ser tolerantes e saber ouvir o outro, receber joelhaços e dar joelhaços se preciso for, para sermos ouvidos também.O que não se pode tolerar é a injustiça.Abraço!

Professor Zeluiz disse...

Viva o contraditório! Ainda acredito que a DEMOCRACIA - que não é lá essas coisas enquanto regime político, diria Churchill - deve ser construída no dissenso; caso contrário, vira a ditadura da maioria, não é mesmo?!

Forte abraço, meu caro.

pedagogica mente blogando disse...

ainda bem que existem oposições, idéias contrárias.....afinal, o que seria do verde se todos preferissem o azul?
abç vera

Profª Thaiza disse...

Olá Ferando!
Deixei um presentinho pra você no QUIMILOKOS!
[]'s

Chikita Bakana disse...

É isso aí Fernando,

Somos doces como mel e ácidos feito limão quando atingem nossos egos. Não somos perfeitos!!! O segredo é saber amar, sermos justos, avessos ao preconceito e acima de tudo sermos generosos, principalmente para admitirmos que aprendemos muito com os "NÃOS" da vida!!!
Abraços meu filósofo preferido...

Rita Barroso