sexta-feira, 5 de abril de 2013

AS NOVAS SAÚVAS

    

"Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil"

         Se Lima Barreto estivesse vivo, Policarpo Quaresma denunciaria as novas saúvas que estão atacando a democracia brasileira, estas novas formigas cortam “correndo a sacolinha”, e, do púlpito eletrônico,  espalham seus domínios através de eficientes formigueiros eleitorais.
       Não existe limites para os novos coronéis da religião, seus "currais eleitorais" estão em permanente expansão e o cabresto da fé entra como uma aura divina na cabeça do rebanho, por isso, ainda faltando quase dois anos para as eleições presidenciais já começaram a cortejar estes votos... É a subversão  total da democracia.
       Não tenho condições de mensurar o poder que esta nova oligarquia religiosa tem na vida política do país, mas a julgar pelo presidente eleito na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, creio que não haverá mais limites para estas incoerências, isto porque a política é movida a dinheiro e, excluindo raríssimas exceções, muitas pessoas quando bem sucedidas na vida, mesmo sem nenhuma vocação social, por vaidade, orgulho ou interesse financeiro, acabam se enveredando pela vida pública, mas não passam de  formigas lava-pés perto destas graúdas saúvas que transformam suas igrejas em birô eleitoral.
        Canalizam fortunas em dólares arrecadados em suas igrejas espalhadas mundo afora que, somados aos   valores coletados por aqui, transformaram-se em onipotentes líderes que influenciam, decisivamente, a vida política em nosso país, sabotando a representatividade democrática ao transferir a titularidade do mandato do cidadão para as igrejas.
     Nas últimas eleições ninguém viu padre pedir voto para este ou aquele candidato, isto porque a orientação Católica e a grande maioria das igrejas evangélicas são favoráveis, unicamente, pelo voto consciente e independente, mas, ao contrário, as "igrejas das sacolinhas" controlam todos os cargos eletivos em todas as esferas da república, prevalecendo suas conveniências e interesses particulares, fazendo cobranças a "seus" políticos que deveriam ser prerrogativas do povo.
      Só o voto distrital (assine aqui) conduziria este controle político a seus verdadeiros donos, e estes parlamentares passariam a prestar conta de suas ações, não a alguns poderosos "gatos pingados", mas a SEUS eleitores, nos distritos eleitorais.
        Não estou aqui só para demonizar políticos evangélicos, afinal não foi um pastor que construiu castelo  aqui em Minas Gerais, muito menos era evangélico o Deputado João Alves (anões do orçamento) que ganhou 200 vezes na loteria, mas todos sabem que muitos religiosos não são  modelos de honestidade, e isso ficou evidente em vários escândalos (veja o vídeo abaixo) como o da máfia das ambulâncias, quando a metade da bancada evangélica do Congresso estava envolvida ou o bispo condenado no mensalão, mas o principal objetivo desta postagem é mostrar os malefícios da concentração de poder, e este é apenas um dos vários aspectos negativos que precisamos  mudar em nossa prática democrática.
Foto e video adicionados em 11/03/2016:
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Assista o vídeo no Youtube clicando aqui: http://www.youtube.com/watchv=voBzE4ezHTo&feature=player_embedded


Se o vídeo for tirado do ar, clique aqui na "Folha Gospel" 

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