sábado, 21 de março de 2015

A VÃ FILOSOFIA DO VÃO

       
RASCUNHO ONLINE


         Minha primeira reação foi mesmo de intolerância, afinal, a resposta não poderia ser outra diante daquela invasão adversária bem no meio partida com os ânimos exaltados pelo resultado, muito pior do que os 7 x 0 da derrota para a Alemanha.
          O desfecho até que foi muito bom, pensei que a cor da camisa liquidificasse e escorresse pelo chão, o mínimo que poderia acontecer diante da revolta geral provocada pela incompetência de um “esquema” tático, que nem nos piores pesadelos se poderia imaginar de um “técnico”, que supúnhamos, revolucionaria o futebol mundial. 
          Claro que o rapaz não "estava apenas no caminho de casa"... era provocação mesmo, mas seu contra-senso atingiu alguns objetivos, que suponho, foram, pelo menos para mim, muito além da intenção.
          Suas palavras produziram a mesma sensação que os vãos de algumas obras de Niemeyer provocam, uma aparente falta de sustentação, mas acabam evidenciando a inquestionável robustez do concreto, a mesma força contida na “estrutura” das palavras do jovem: “você vê um cara de vermelho, você fica com vontade bater no cara? Acho que isso não é razoável, não é aceitável para a civilização que a gente quer ter”.
       Está mesmo faltando inventar um revolucionário cálculo matemático que encontre denominadores comuns para realizar a complicada engenharia de tornar possível a ligação de posições tão antagônicas... sob imensos vãos de ignorância.
           

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