terça-feira, 21 de julho de 2015

ERRO MÉDICO, ÉTICA E A FOFOCA

span style="color: red;"> RASCUNHO ONLINE



             Fiz uma reclamação no Mercado Livre a respeito de uma câmera para capacete, mas pensando na possibilidade de, em vez de defeito, ser eu que não estava sabendo operar, retirei a contestação, e fiz isso porque o vendedor disse que minha atitude iria prejudicar a reputação de sua empresa (no link), e sei que respeitabilidade é fundamental em vendas online, mas depois descobri que a câmera estava mesmo com defeito, e recomeçamos a negociação. Só estou falando isso aqui porque sei o quanto é terrível destruir uma reputação, e mesmo em uma simples transação comercial eu jamais cometeria um ato desses sem um motivo que justificasse tal atitude.
            Se no comercio já é grave, imaginem, por exemplo, destruir a reputação de um médico dedicado e sujeito a circunstâncias que não dependem de suas ações ou decisões. 
             Fiquei pensando em uma matéria que li no mês passado sobre os erros médicos confessados pelo famoso neurocirurgião *Dr. Henry Marsh, que, em seu livro de memórias relatou, com uma sinceridade incomum, os erros fatais que cometeu em sua brilhante carreira, exposição que só mesmo quem conhece profundamente o que faz, tem coragem e humildade para revelar.  
            Na reportagem cita a frase do médico francês René Leriche: "Todo cirurgião carrega dentro de si um pequeno cemitério ao qual comparece, de tempos em tempos, para fazer uma oração".
              Troquei o Windows XP que estava instalado no meu computador pelo Windows 10, mas o meu antigo Camtasia Studio 3, programa que uso muito, não funcionou no novo programa, o técnico esqueceu que não era compatível com o novo software, mas telefonei relatando o problema e ele resolveu o erro na hora, a facilidade em solucionar, como nesse caso, aumentou ainda mais o cuidado que devo ter com a falha de outros profissionais, da qual as consequências não são tão simples assim de resolver.
              Esta semana tive contato com uma pessoa próxima, porém, contaminada por uma doença que foge ao alcance de qualquer competência médica, e, na minha frente, olhando nos meus olhos, num impecável silogismo aristotélico, tentou colocar palavras em minha boca, usando premissas verdadeiras, circunstâncias e fatos vividos por mim, mas com maledicentes conclusões pessoais. Por ser enfermeira, achava que eu devia processar o médico.
           Numa assombrosa e devastadora capacidade de *envenenar, rebatia meus argumentos quando eu dizia que as circunstâncias não dependem de nós, que não temos nenhum controle sobre elas, mas era como se eu estivesse falando com a personagem Filó, da comediante Gorete Milagres... tinha a sensação que ela me dizia: Ô coitado!". Logo eu, um seguidor contumaz do método cartesiano, ser taxado de crédulo.
           Sem mais o que falar, como na última frase do "cordel tosco" (link no final da página)... "esgotado o espaço, dei um ponto final, foi-se a Rosa semeando seu mal"

*Henry Marsh  livro de memória Revista Veja,10 de junho, página 98
Acervo digital  da Revista Veja - Clique no ano 2015, depois edição 2429, 10 de junho, digite a página 98  e dê enter
*  AQUI  o "Cordel Tosco" que me referi no final do texto, uma reflexão sociológica sobre a maledicência.

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