sábado, 19 de novembro de 2016

INVASÃO PRÓ DITADURA NA CÂMARA FEDERAL

RASCUNHO ONLINE



    "Na democracia você pode pedir a volta da ditadura e não é preso. na ditadura, se você pedir a volta da democracia você é preso e torturado” (jornalista Paulo Markun). 


              Os extremos se tocam quando impedem o direito de ir e vir das maiorias, independente da semântica, não importa se "invasão" ou "ocupação", se em escolas, vias públicas ou na Câmara federal.
              No caso da "ocupação" da Câmara, os manifestantes falaram de corrupção, mas não levaram em conta que a relação promiscua entre empreiteiras e governo começou na ditadura militar, segundo Pedro Henrique Pedreira Campos, em seu livro "Estranhas Catedrais", empresas como a Mendes Junior, Camargo Correa e Odebrecht tiveram seu nascedouro nesta época.
                A Odebrecht, por exemplo, era apenas uma ilustre desconhecida empresa de engenharia na Bahia, e só começou despontar com a construção do edifício-sede da Petrobras no Rio de Janeiro, depois vieram obras como o Aeroporto do Galeão, a Usina de Angra, o prédio da UERJ.               
          Os "ocupantes" da Câmara esqueceram também um exemplo recente, como o do vice-almirante, diretor-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, que foi preso pela 16ª operação Lava Jato, contraditoriamente defendendo o juiz Sérgio Moro. Se estivéssemos na ditadura militar a censura à imprensa impediria que ficássemos sabendo de denúncias ou processos como este, e nem mesmo a operação Lava Jato existiria.
                  Os radicais, de seus pontos extremos, sempre tem uma visão, clara e perfeita de  alguém ou um sistema infalível, como se ideologia, religião ou qualquer coisa parecida pudesse purificar o ser humano de dentro para fora.

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