sexta-feira, 22 de abril de 2022

OS SIMPSONS, PRO ARMAS, LEI ROUANET E A FILOSOFIA

 

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          Homer Simpson queria uma arma, mas já tinha sido preso duas vezes, e também internado num sanatório de doenças mentais. Este episódio é a melhor maneira de entender a questão da propaganda Pro Armas que assistimos está semana nos programas jornalísticos.
          Compare o papel didático do ex-ministro Mário Frias desviando os objetivos da Lei Rouanet, de incentivo à cultura, para estimular o uso de armas, e Homer querendo se armar em função do mesmo tipo de propaganda "cultural".
         "Kant escrevia contra os cultos sobre o preconceito contra as pessoas comuns, mas escrevia para os cultos e não para as pessoas comuns” (Nietzsche). Se o filósofo alemão estivesse vivo diria que os Simpsons são muito melhores que a principal obra de Kant, A Crítica da Razão Pura (Tirei a citação do livro "Os Simpsons e a Filosofia"), para defender o homem comum destas armadilhas, só que com os desenhos todos entendem claramente a "propaganda" por trás do milionário negócio das armas.
          Meu filho não concorda da minha admiração por Homer, mas ele é até mais humanos que a maioria das pessoas comuns , Homer dá exemplos horríveis para seus filhos e seus exemplos tem um jeito estranho de defender a família e a sociedade, no pior cenário possível, ensina o certo escancarando o errado, uma sátira super sofisticada. 
          Os Simpson influenciam o modo de pensar dos americanos, particularmente as gerações mais novas, é uma sofisticada forma de sátira. O desenho já abordou muitas questões sérias e este episódio é um excelente exemplo, é a natureza absurda da série que a torna séria. A questão política é elaborada através da família sempre com temas humanos reais, uma eficientíssima estratégia para mostrar a verdade.
         No final do primeiro vídeo, segundo o ex-ministro, o "otário" do filme Tropa de Elite, falando sobre as armas.

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