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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

"O LULISMO NO PODER", ELEITOR INDECISO E REFORMA POLÍTICA

Mas, como alertava Nelson Rodrigues, entre outros, a unanimidade pode ser perigosa. Ao menos para a inteligência. Se admiradores do presidente Lula tiverem a oportunidade de se defrontar com argumentos que o coloque sob um prisma menos favorável, poderão até não se deixar convencer por eles, mas talvez tenham a oportunidade de refletir e de manter suas convicções, que, depois de expostas a juízo diverso, provavelmente ficarão mais consistentes. (...) " . Norma Nascimento
            Em meu "autoretrato"aqui no blog (Quem Sou Eu), mostro os caminhos do pensamento que percorro para afastar-me da alienação provocada pelas idéias preconcebidas ou dogmáticas que possam me impossibilitar de questionar ou duvidar qualquer assunto, quer seja sobre cultura, religião, política ou alguma outra maneira de ver o mundo, por isso, a dica da jornalista Norma Nascimento é a melhor vacina para prevenir contra qualquer tipo de sectarismo, além de ser um eficiente antídoto para a dismorfofobia daqueles que negam-se a olhar no espelho.
           Nesta época, com tantos "daltônicos bicolores", que só conseguem enxergar duas cores: "azul" ou "vermelho", esta postagem pode até parecer uma ação partidária, no entanto, apesar de não acreditar em neutralidade, defendo a livre informação como pressuposto indispensável à democracia, e escrever sobre este assunto torna-se imperativo em véspera da eleição, principalmente depois das postagens que fiz antes do primeiro turno, com 10 artigos sobre as minhas reflexões aqui no blog sobre política, e a última (link abaixo) sobre o político que fez minha cabeça.
           O voto dos chamados "eleitores indecisos" já está sendo disputado pelos dois candidatos, termo muitas vezes, inadequado, pois não se deve considerar indeciso quem se reserva o direito de examinar atentamente, desde agora até o fim da campanha, o que é melhor para o país. Evitar posicionar-se antecipadamente me parece o mais sensato, já que, com todos os problemas sociais que temos; diminuir a margem de erro nesta escolha deveria ser um dever cívico de todos, independente da coloração que cada um insiste em dar para si.
           Nosso país precisa mesmo é de uma profunda reforma política (segundo, terceiro e quarto parágrafo), e criar as condições necessárias para que a população possa regionalizar os debates em época de eleições e conhecer, de fato, as ações de nossos políticos, e isto, felizmente, os dois candidatos já se comprometeram a fazer, caso sejam eleitos, afinal, sem voto distrital, como o eleitor vai controlar o desempenho de políticos de lugares distantes que só aparecem de quatro em quatro anos para pedir votos? Como o eleitor vai fiscalizar a atuação dos três deputados ( PRB, PT e PCdoB) que foram eleitos, à reboque, com as sobras de votos do Tiririca?
           Quando buscamos a verdade, as opiniões contrárias são como afluentes opostos de um mesmo rio, onde cada um dá a sua contribuição para o crescimento de suas águas, mas que, ao final de um restrito trajeto onde estas águas eventualmente não se misturam, acabam unidas, desaguando num mesmo oceano que é o bem comum.