sábado, 29 de setembro de 2018

BOLSONARO CONTRA LULA.... E EU?


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Respondendo ao meu querido ex-aluno Vinicius Carvalho:

           Estou muito mais para *Paulo Guedes do que para seu candidato, até porque na área econômica considero Bolsonaro, na linguagem petista, um “neoliberal”, e tenho minhas dúvidas se esse novo liberal seguirá mesmo a cartilha de seu economista.
  Meu problema com ele é que o meu lado humanista não combina com as declarações que deu ao longo de sua improdutiva carreira política, principalmente por ter exacerbado a divisão “nós x eles” que Lula iniciou.
        Essa eleição não tem nada de socialismo x capitalismo, está mais parecida com a disputa do antigo PSB com a UDN, ou como acontecia aqui em Muriaé antigamente “puaia” (PSD) e “goteira” (UDN), mas ninguém ficava como hoje querendo “quebrar o pau”, como acontece com os seguidores de Bolsonaro.
         Com esses dois candidatos que lideram as pesquisas, fiquei entre a “cruz e a espada”, definitivamente, Lula ou Bolsonaro não me representa, e se você tiver paciência para ler os posts desses três links, entenderá meu dilema em não querer votar Bolsonaro por questão ética, e não votar em Lula porque não pretendo votar em bandido condenado pela justiça, e digo isso porque consigo acreditar que um político que tem um controle total da campanha de seu "poste" de dentro da cadeia, não sabia do que acontecia no gabinete da Casa Civil, ao lado do seu, comandado por José Dirceu, e todas as outras falcatruas que aconteceram em seu governo.
            

*O primeiro aconteceu em um papo no grupo de amigos de blogs educativos, com centenas de professores de todo o Brasil, sobre estabilidade profissional do professor, eu lecionava em escola particular e pública, meus colegas professores também faziam o mesmo, mas na escola particular, de alguma forma, as coisas funcionavam melhor, se o professor pisasse na bola, com fiscalização e controle, era demitido, o que não acontecia e não acontece na escola pública.: “E o Professor Amarelou”;
       O segundo post, também relacionado ao meu grupo profissional, desmistificando essa história de que todo professor de História é de esquerda: “Assédio Ideológico, Doutrinando na Sala de Aula”;
        E o terceiro, sobre privatização, no batizado do meu neto: “Privatizou? Dançou!

Como vê Vinicius, é impossível ser coerente em uma situação como essa.

domingo, 23 de setembro de 2018

LEVIATÃ


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           O homem é o lobo do homem, inimigo de si próprio, daí a necessidade de um governo forte, submetendo-se a um poder absoluto e centralizado de uma autoridade inquestionável para que possa assegurar sua paz.
              A Igreja cristã e o Estado cristão devem formar um só corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o direito de interpretar as escrituras e decidir as questões religiosas. A livre interpretação da Bíblia de Lutero, na Reforma Protestante, tem por objetivo enfraquecer o monarca.



quarta-feira, 29 de agosto de 2018

MILITARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO


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 MILITARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO



         Nos anos 60, foi inaugurada em Muriaé a primeira escola pública de Ensino Fundamental e Médio, o Colégio Estadual Orlando de Lima Faria. Ingressei no primeiro “exame vestibular”, realizado onde funcionou por muitos anos a “Casa das Meninas”, hoje o “Casa lar”, até então só existia escolas públicas de Ensino Fundamental (Primeira a quarta série). Só as elites frequentavam o “Ginásio” (quinta a nona série) e o "Científico (1º ao 3º ano do Ensino Médio)".
           Antes, estudei o primeiro ginasial no Colégio São Paulo, uma das três escolas particulares com Ensino Fundamental e Ensino Médio (Ginásio e Científico) que funcionavam aqui em Muriaé,
 Ficávamos perfilados e cantávamos o hino nacional. Vestíamos um uniforme de brim caqui, calça e camisa de manga, cheio de bolsos e com passadeira nos ombros, muito parecido com uma farda militar.
           Se algum aluno cometesse alguma indisciplina e não fosse identificado pelo inspetor (Na minha época, o Professor Margarido), todas as séries ficavam perfilada no sol quente por muito tempo... o castigo se tornava coletivo, todo o colégio pagava.
         Aluno que não fizesse “dever de casa”, ou cometia alguma indisciplina em sala, o professor anotava seu nome, e sexta-feira, no último horário, eram anunciados pelo “telespique”, um sistema de alto-falante interno, que começava assim: “Alunos convocados para o castigo de domingo...” Lembro-me que uma vez fiz 5.000 cópias da frase: “A palavra período leva acento”.
       Como eram poucas escolas, era fácil selecionar uma “elite” de professores e alunos, realmente não existe paralelo entre aquela educação de antigamente com as “barbaridades” que acontecem hoje em nossas escolas.
        Mas o mundo mudou, Muriaé hoje tem 79 escolas municipais, 35 estaduais, seis privadas e uma federal (http://www.escolas.inf.br/mg/muriae).  Com o aumento da quantidade de escolas e alunos é fácil entender a queda na qualidade. Hoje, um jovem vocacionado e com potencial para ser um bom professor, por causa dos baixos salários, violência nas escolas, má gestão e falta de investimentos, sequer cogita essa possibilidade, apenas 2% de alunos do Ensino Médio pensam em seguir a carreira do Magistério. Continuando assim não teremos professores em um futuro bem próximo.
         Felizmente não vivemos mais em um regime fascista de elites, a sala de aula representa a nossa sociedade como um todo, com o que tem de “atrasado” e “adiantado”, e nós, professores, lidamos com problemas sociais muito mais complexos, nossa função, além de instruir, também é social, além de professores também somos educadores, quando melhoramos alunos em uma sala heterogênea estamos, na realidade, aperfeiçoando toda a sociedade. 
           Fiquei muito bem impressionado com Capitão Styvenson Valentim, da polícia militar do RN, que liderou a iniciativa de uma parceria entre a Escola Estadual Maria Ilka de Moura e a Polícia Militar, com resultados inquestionáveis.
    Voltando ao título deste post, no caso do nosso Município, será que conseguiremos 121 militares com a mesma capacidade, dedicação e vocação social que o competentíssimo capitão potiguar? Só Minas Gerais, o maior Estado em quantidade de municípios, tem 853, São Paulo, o segundo, 645, e o terceiro Rio Grande do Sul, 497... Quantos capitães Styvensons precisaremos? 
       Educação, pela “importância estratégica”, expressão muito usada pelos militares, não pode ser relegada a um marketing político superficial, aproveitando uma competência individual, mas impossível de se colocar em prática a nível nacional.
        Um dos principais objetivos do meu conteúdo, História, é "apropriar do resultado das ações do homem no tempo, visando projetar uma ação presente e futura", e a História me mostra que nos 21 anos do regime militar, ao contrário do liberalismo apregoado pelo candidato que lidera as pesquisas em 2018, a escola pública foi a que mais sofreu com a interferência do Estado, servindo, como aconteceu em todas as outras ditaduras no mundo, num eficaz meio de propaganda ideológica, quando aconteceu, de fato, a "proletarização dos professores", para mim a principal causa do estado lamentável da educação hoje é a falta de valorização desse profissional... que jovem vocacionado quer ser professor hoje?
       Gostaria de muito mais esclarecimentos sobre "militarização da educação", assim, como foi colocada, não pode ser considerado como uma proposta de governo para a educação.
CLIQUE AQUI... POST DE 2011

  Mais sobre o Capitão Styvenson Valentim:


CORAÇÃO APAIXONADO... É CONSCIENTE? E A RAZÃO... MENTE?


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               Tento, honestaMENTE e  desapaixonadaMENTE, levar em conta todas as possibilidades. Quero obstinadaMENTE trocar o que acho, pelo que realmente é... Em tudo na vida.
          O hábito faz o monge, por formação gosto de brincar com as idéias e com as palavras, por isso não perco a oportunidade de examinar, cuidadosaMENTE, e sem fazer nenhum tipo de pré conceito, todas as probabilidades possíveis, principalMENTE quando um pensamento é, aparenteMENTE, contrário, em principio, a tudo em que acredito.
          É penoso, eventualMENTE, ter que admitir outras possibilidades e abrir mão de algumas convicções, mas esta postura faz parte de uma dinâmica, dolorida, mas perfeitaMENTE compreensível para quem entende que só a burrice é estática.
                  Como sempre, minhas dúvidas são maiores que as certezas, mas não pense que estou me alinhando à sua medíocre crença de que poderá salvar o país apenas com suas verdades libertadoras. Não DESCARTES nunca a possibilidade de que possa estar errado...  estou apenas me autocriticando livreMENTE.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

NÃO CONSEGUI PARAR DE CHORAR


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                 Educação nunca foi prioridade para nossos governantes, e nós, professores, nunca tivemos o reconhecimento que esses profissionais tem em outros países, mas quando ex-alunos, que já deixaram a escola há tanto tempo, se reúnem para fazer uma homenagem como esta, não tem como não me sentir super valorizado.
           Apesar de saber que esse dia ficará para sempre em meu coração, resolvi fazer um registro físico, assim, sempre poderei beber nessa fonte quando minha autoestima estiver baixa, e precisar renovar minhas energias para retomar meus sentidos.
          Sou de uma família de professores (mãe, esposa, irmã, irmão, sobrinho e avô), mas a tradição familiar parou em mim, por causa do pouco valor dado a essa profissão, meus filhos nunca sequer cogitaram qualquer possibilidade nessa área, mas quem sabe as coisas mudem e, para o bem do país, meu netinho encontre perspectivas no futuro que o faça entusiasmar .
         Nos professores a aposentadoria potencializa a falta que sentimos de nossa atuação profissional no dia-a-dia, isto porque ela não é igual às outras, nosso "material de trabalho" são vidas em formação, e os “instrumentos" que usamos no dia-a-dia, sensibilidade e emoção, somados às essas manifestações de carinho transformam essa atividade num verdadeiro alimento para a alma.
         Nessa homenagem que recebi, fui apenas aquele que canalizou na minha escola a essência dessa convivência mágica entre professor e aluno, que é de puro amor, uma continuidade de tudo que sentíamos pelos nossos mestres lá no passado, e que ficaram guardados com o mesmo carinho em nossos corações.






sábado, 11 de agosto de 2018

"LIBERALISMO ETIMOLÓGICO"


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 JOHN LOCKE e ADAM SMITH 


          Meu filho, um bem-intencionado cidadão de esquerda, acha graça quando digo que sou liberal apenas no sentido etimológico da palavra, e acrescenta... “em política meu pai tem postura de direita, mas em seu dia-a-dia, nas ideias e nas relações pessoais, é de esquerda”, equivocadamente diz isso como se humanismo tivesse lado.
          Sempre evito o pedantismo de levar a sala de aula para o botequim, mas aqui no blog posso fazer essa exceção. Quando falo no meu “liberalismo etimológico”, quero apenas reafirmar minha crença na LIBERDADE, e como não acredito mais em esquerda/direita, reafirmo sempre minha posição em relação aos “liberalismos”econômico e político.
           O meu “liberalismo etimológico”, está associado ao liberalismo filosófico/político de John Locke, que surgiu na Idade Moderna contra o absolutismo, incompatível com qualquer forma de totalitarismo... liberdade de pensar e agir de acordo com o livre arbítrio, liberdade política, religiosa, ideológica, de pensamento, de igualdade, e a favor do estado democrático de direito.
            “Liberalismo econômico” é outra coisa, ninguém pode ser considerado liberal e, por exemplo, ser contra a privatização da Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, por achar que são poderosos instrumentos de política econômica, mas não abrir mão de Adam Smith quando se tratar da privatização de TODAS as outras empresas estatais brasileiras.
              Não devemos nos prender à ideologias, muito menos ficar endeusando "salvadores da pátria", em todas as áreas, privadas ou estatais, probidade e gestão eficiente são condições "sine qua non", todo o resto é chover no molhado, blá blá blá de políticos querendo o poder, o que determina  esses pré requisitos é a história e a experiência do candidato a administrador.
           

terça-feira, 7 de agosto de 2018

ANTICANDIDATO?

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        O saudoso médico e jornalista, Dr. Walteci Garcia, sempre me dava “colher de chá” em seu tradicional jornal para minhas “elucubrações Filosóficas”.
         Com nostalgia peguei esse recorte do início dos anos 90, da “Gazeta de Muriaé”, amarelado e amassado, onde disse que “devemos evitar nos posicionar com antecedência para diminuir a margem de erro na escolha do candidato”, mas exatamente porque conheço bem os candidatos que lideram as pesquisas como acontece agora, é que resolvi mudar, e desta vez antecipei, escolhendo o que parece ser um ANTICANDIDATO, “sem partido”, sem base parlamentar, e que me parece impossível reverter as preferências nesse cenário em que candidatos como Lula e Bolsonaro são considerados os melhores pelos eleitores.
           Nunca fui militante, nunca repeti determinações de cúpulas partidárias ou de líderes políticos, sempre caminhei com minhas próprias pernas, assumo meus erros e, sobretudo, aprendo muito com eles.
MEU CANDIDATO:
AQUI, AQUI e AQUI

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

CONTINUAMOS "PREGANDO PARA CONVERTIDOS"



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          Apesar de todo o caos humano, político e social, continuamos enxergando apenas o que queremos ver e escutando só o que queremos ouvir, limitados a nossos quadrados e presos em nossas convicções... partidos, fragmentados e isolados.

           Ninguém consegue sair de si, e a causa de todos os conflitos e desentendimentos humanos estão aqui, em mim.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

RELATIVIZANDO E FLEXIBILIZANDO O PENSAMENTO EM TEMPOS DE POLÍTICA





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"O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são"  Protágoras

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Infelizmente, nessa época de eleições, o problema é recorrente, ou se cala, ou se abre o peito e se expõe 

       Cada um compreende as coisas à sua maneira, por conta disso transgrido as distâncias mentais com a imaginação, e vou mudando palavras para encurtar distâncias entre as diferenças que dividem as pessoas.
         Em vez do homem, para mim é o AMOR “a medida de todas as coisas”, e digo isso porque tenho um filho, irmãos, e uma infinidade de amigos que gosto e respeito, que pensam politicamente completamente diferente de mim, por isso não posso deixar que a paixão predomine sobre a razão e afaste pessoas que amo ou admiro desse meu pequeno universo das relações familiares e sociais, daí relativar e flexibilizar sempre quando bato de frente com ideias divergentes, e, em vez de discutir ou me afastar por motivo tão insignificante, prefiro idealizar pontes de entendimento para superar divergências (CONJUNCTIO OPPOSITORUM).
        Quando não consigo manter os amigos como a "ex-amiga" me bloqueou no Facebook por um motivo irrelevante, sinto uma imensa frustração, e não penso em outra coisa, não entendo como é que se pode desperdiçar algo tão precioso aqui nessa nossa imensa vida breveprincipalmente por uma pessoa que conheço há quase cinco décadas, e se tratar de uma conhecida e combativa militante de esquerda aqui em nossa cidade, que sempre fala em "diversidade e pluralidade", pelo menos isso serviu para uma reflexão mais profunda sobre o DISCURSO e a PRÁTICA.



quarta-feira, 20 de junho de 2018

PAI DINÁH?

      "IR PARA A OPOSIÇÃO E TORNAR-SE VÍTIMA DE UM GOLPE É TUDO QUE LULA PRECISA PARA 2018" (ABRIL 2016)

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PAI FERNANDÃO DINÁH

        O que está acontecendo com o salário do funcionalismo aqui em Minas, já acontece há algum tempo com meu salário no Estado do RJ. 
         Sem entrar no mérito das causas e responsabilidades, tento olhar apenas para o lado pedagógico da REALIDADE, dinheiro não tem geração espontânea, se o Estado gasta mais do que arrecada, fatalmente faltará recursos para as necessidades básicas da população.
       De nada adiantará acionar a justiça para ter direitos restabelecidos se o governo não possuir recursos, os resultados das políticas econômicas equivocadas da última década apenas começaram... Se continuar faltando dinheiro como já acontece no Estado do Rio de Janeiro e Minas Gerais, e não houver equilíbrio nas contas públicas, teremos que fazer como o primeiro-ministro socialista da Grécia, Aléxis Tsípras, e aplicar um redutor de 30% nos salários dos funcionários ativos e inativos, do contrário nos transformaremos em uma nova Venezuela, com funcionários públicos e aposentados do INSS ganhando apenas quatro dólares por mês ( 3,87 x 4 = 15,48). 
          Como já acontece com nossos vizinhos em Roraima, para onde será nosso êxodo? Paraguai?

SÓ PARA CONSTAR... FUI CONTRA O IMPEACHMENT

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