domingo, 27 de novembro de 2016

CORTELLA E KARNAL



          Como sou filósofo por formação tenho muita admiração pelo ex-Secretário de Educação no governo de Luiza Erundina, em São Paulo, Mário Sérgio Cortella, mas a forma como ele criticou a fala de Michel Temer não muda a correção do que o presidente desastradamente tentou explicar. A não ser que as pessoas queiram tapar o sol com peneira, o "contingenciamento" continua sendo extremamente necessário para tirar o país do atoleiro fiscal que o petismo nos meteu, é claro que ainda teremos muitos protestos, afinal, quem vai querer pagar pela incompetência e os erros dos outros? A ilusão de uma verdade libertadora não diminui a inexorável dor da realidade.
         Melhor se Cortella apontasse alternativas às medidas para resolver o desequilíbrio fiscal herdado pelos péssimos gestores que antecederam o rejeitado Temer. Quem sabe a solução seria limitar os salários dos três poderes em R$ 15.000,00, como disse o deputado Magno Malta ? Acabar com cartões corporativos? Não vai adiantar sugestões como estas, que também foram endossadas pelo historiador Karnal, e deixar sua implementação com os congressistas, seria deixar a raposa criar as leis para proteger o galinheiro.
          Gostei muito de sua metáfora do historiador Karnal sobre o Titanic, mas diante da gravidade do "furo" provocado pelo iceberg, as medidas corretivas terão que ser feitas agora, em plena viagem, e se não for, ainda em alto mar, não será possível ao menos imaginar outro desfecho.
          Urge medidas contundentes para despertar, motivar e mobilizar os passageiros e a tripulação, do contrário nem vazio o Titanic chegará ao porto.
          Significa que apoio o "ilegítimo"? Eu? Nunca votei nele. Ou será que o próprio Cortella não pensou na possibilidade de que seu candidato a vice-presidente algum dia pudesse assumir a presidência?



sábado, 26 de novembro de 2016

Em defesa de um Brasil INTEIRO

RASCUNHO ONLINE


         Excluindo a defesa do indefensável e o oportunismo político de um pensamento PARTIDO... parcial, que não leva em conta o TODO, que é o interesse do país, mas não posso deixar de concordar, apesar das divergências ideológicas, quando os senadores afirmam que houve crimes de advocacia administrativa e tráfico de influência no caso do imóvel de R$ 3,3 milhões na área tombada de Salvador.
         Como sou um otimista, quem sabe na próxima terça-feira, na votação do pacote anticorrupção, com esse escândalo com o Ministro Calero, a base aliada do governo pensará duas vezes antes de dar anistia ao crime de caixa dois ou alterar ainda mais as dez medidas anticorrupção proposta pelo Ministério Público Federal, um desrespeito com os mais de 2 milhões de brasileiros que assinaram o projeto de iniciativa popular. 
         Eu tinha muita esperança no ajuste fiscal de Henrique Meirelles, principalmente nas medidas mais criticadas e impopulares, mas como esse governo vai exigir sacrifícios da população depois do caso Geddel? 
         Crime é crime, e como tal deve ser punido, não importa a localização do imóvel, se em Salvador ou no Guarujá, mas, ainda assim quero ver se Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann (links do Estadão), terão o mesmo empenho em defesa do Projeto de Lei 4.850/16 caso o plenário da Câmara altere o projeto da Comissão, anistiando o crime de caixa dois. Por motivos óbvios, DUVIDO que façam isso.
              Continuo afirmando, só poderá acender uma luz no fim do túnel com o VOTO DISTRITAL, (link postagem mais antiga), e os parlamentares tendo que prestar contas de suas ações aos seus eleitores, em seus domicílios eleitorais.
 Esta semana tive a grata satisfação de ler no Facebook postagens dos deputados Muriaeenses, Mizael Varela (aqui), e Renzo Braz (aqui), apesar do Deputado Renzo Braz ter se manifestado apenas especificamente contra o caixa dois, e não ter explicitado claramente como Mizael Varela, ser totalmente a favor das 10 medidas assinadas pelos dois milhões de brasileiros, ilustra bem a necessidade do #euvotodistrital, na hora de escolher nossos representantes... Fico feliz que os nossos dois deputados tenham se posicionado aos seus eleitores aqui, em seus domicílios eleitorais, que estão em sintonia com a população brasileira.
          Infelizmente os nossos dois deputados são favoráveis ao "distritão", sistema em que são eleitos os mais votados, Este sistema além de fragilizar os PARTIDOS, as campanhas ficam individualizadas e não partidárias, além de não ter no mundo nenhum país de tradição democrática que adota esse sistema, e agora vem o PMDB encabeçando a ressurreição desse sistema eleitoral, enterrado na legislatura passada.
         Dos 53 deputados federais mineiros não temos um sequer a favor do VOTO DISTRITAL PURO, em que os Estados são divididos em distritos e em cada um desses distritos seria eleito um único deputado. Apenas nove são a favor do VOTO DISTRITAL MISTO, a metade das vagas são preenchidas pelos concorrentes no distrito, e a outra metade é o PARTIDO que apresenta a lista fechada de candidatos, e o eleitor vota duas vezes.
         É improvável, impossível diria, que algum deputado, que sempre é eleito com uma grande quantidade de votos, no Estado inteiro, como acontece com nossos dois representantes, irão querer abrir mão disso e submeter a uma avaliação mais próxima, em seu domicilio eleitoral, e ficar sob a tutela de quem os elegeu.
          Continuo sonhando!

05/12/2016 A DECEPÇÃO: AQUI
         

sábado, 19 de novembro de 2016

INVASÃO PRÓ DITADURA NA CÂMARA FEDERAL

RASCUNHO ONLINE



    "Na democracia você pode pedir a volta da ditadura e não é preso. na ditadura, se você pedir a volta da democracia você é preso e torturado” (jornalista Paulo Markun). 


              Os extremos se tocam quando impedem o direito de ir e vir das maiorias, independente da semântica, não importa se "invasão" ou "ocupação", se em escolas, vias públicas ou na Câmara federal.
              No caso da "ocupação" da Câmara, os manifestantes falaram de corrupção, mas não levaram em conta que a relação promiscua entre empreiteiras e governo começou na ditadura militar, segundo Pedro Henrique Pedreira Campos, em seu livro "Estranhas Catedrais", empresas como a Mendes Junior, Camargo Correa e Odebrecht tiveram seu nascedouro nesta época.
                A Odebrecht, por exemplo, era apenas uma ilustre desconhecida empresa de engenharia na Bahia, e só começou despontar com a construção do edifício-sede da Petrobras no Rio de Janeiro, depois vieram obras como o Aeroporto do Galeão, a Usina de Angra, o prédio da UERJ.               
          Os "ocupantes" da Câmara esqueceram também um exemplo recente, como o do vice-almirante da Marinha, diretor-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, que foi preso pela 16ª operação Lava Jato, contraditoriamente defendendo o juiz Sérgio Moro, mas se estivéssemos na ditadura militar a censura à imprensa impediria que ficássemos sabendo disso, e nem mesmo a operação Lava Jato existiria.
                  Os radicais, de seus pontos extremos, sempre tem uma visão, clara e perfeita de  alguém ou um sistema infalível, como se ideologia, religião ou qualquer coisa parecida pudesse purificar o ser humano de dentro para fora.

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terça-feira, 1 de novembro de 2016

PLEBISCITO PARA A PEC 241

RASCUNHO ONLINE







 Gastar é sempre melhor do que pagar


         É fácil estufar o peito para falar nos bônus... E o ônus? Quem vai pagar a conta? Vai entrar no ânus de quem? Ou ainda, o que é melhor, na hora de gastar ou quando temos que pagar?
         E não estou falando em investimentos como a bolsa família, aliás, a ideia original foi de Cristovam Buarque, quando ainda fazia parte dos quadros do petismo, mas sim de todos os benéficos mal planejados e que não levaram em conta a lógica de que não existe despesa sem receita, e todos esses benefícios somados à péssima gestão e a "inconsequência irresponsável", deixou um rombo que se não for resolvido nos levará à insolvência e ao caos.
         Quem pode ser contra programas que irão beneficiar nossos filhos? Quem não gostaria, mesmo não tendo condições financeiras, de dar tudo de bom e do melhor a eles? 
         A PEC 241, nada mais é que o alardeado "CONTINGENCIAMENTO" que a presidente Dilma tentou colocar em prática com Joaquim Levy, na Fazenda, e não conseguiu, um paliativo que não poderia mesmo dar certo, quer seja por falta de vontade política, não contrariar o populismo petista e, principalmente, falta de base política.
          Agora, o protagonismo de “todo esse malefício” caiu exatamente nas mãos daquele que era a preferência do ex-presidente Lula para assumir o Ministério da Fazenda no Lugar de Joaquim Levy, e que a ex-presidente Dilma não aceitou porque ele exigia carta branca.
           HENRIQUE MEIRELLES foi o guru, que possibilitou o sucesso econômico do governo petista, e que agora está nos receitando este remédio amargo como a única possibilidade de sair da UTI.
          E a turma do bônus, como sempre, agora quer um plebiscito para saber se o povo brasileiro quer, com dor, sacrifícios e lágrimas, pagar a conta dos desmandos e a péssima administração dos programas sociais do governo anterior... É muita cara de pau! 

sábado, 29 de outubro de 2016

FALHA NA COMUNICAÇÃO


          Que pena!
         Será que você ao menos tentou melhorar nossa comunicação? 
         Maravilha tanta diversidade de opinião... Será que o mundo seria melhor se todos pensassem do mesmo jeito? "Um só rebanho, um só pastor, uma só fé e só um salvador" 
         Que bom que você sempre me obriga rever meus pensamentos. Paraíso seria concordar com todo mundo? Acho que é por isso que o inferno atormenta tanto...Por isso sou tão amargurado.
        

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O FLAUTISTA DO ABC


              O NOVO FLAUTISTA DE HAMELIN

          Nunca vi um som tão mágico como o desse do flautista do ABC, mesmo com a infestação de ratos que destrói o país, várias pessoas de sua confiança condenadas e presas, tantas evidências e inúmeras provas, ainda assim, a militância segue acreditando. Agem como se fossem crianças esperando papai noel no natal, inabalavelmente, seguem proclamando a música encantada de sua flauta