sexta-feira, 30 de outubro de 2009
FINADOS
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
DESIDEOLOGIZAR PARA NÃO AMARELAR
Este blogueiro em uma entrevista com o então Ministro da Educação... Um dos temas: promoção por mérito na educação Com a reportagem sobre a blogueira cubana Yoani Sánchez na Revista Veja do dia 07/10/2009, resolvi visitar seu blog e fiquei chocado com a agressividade, o palavreado e a hegemonia ideológica de seus frenquentadores habituais... como se fosse um disco de vinil arranhado a palavra que mais aparece é “esquerdeopata” e, em seguida vem... “grasnar”, direcionada a qualquer um que ouse, por exemplo, dizer que não há diferença entre “esquerdopatas” e “direitopatas”.
Alguns, mais assíduos do blog, me lembraram aquele fantasma que se julgava “dono” do metrô, no filme “Ghost, o outro lado da vida”, não permitindo que outro espírito frequentasse “suas” composições, dando a entender que passaria toda a eternidade, indo e vindo, fazendo sempre os mesmos trajetos.
Apesar de sonhador, sou um pragmático eclético, por isso não canso de repetir a frase de um artigo que escrevi aqui no blog: "(...) É ingenuidade pensar que algum sistema possa ser perfeitamente bom ou fatalmente ruim, por isso, independente de socialismo ou capitalismo, só acredito em política ou ideologias, quaisquer que sejam, se quem as estiver praticando for movido unicamente por 'elevados sentimentos de amor', e esta posição vale tanto para quem se coloca à 'esquerda' ou à 'direita' do razoável, por isso estou sempre procurando me livrar de verdades que em vez de somar, só dividem (...)".
Se não fosse pragmático acreditaria no “Fim da História” de Francis Fukuyama e, apesar de não ser economista, sei que o capitalismo é o mais eficiente sistema na produção de riquezas, mas sua essência é baseada na ausência de regulamentação, e é exatamente esta a gênese das grandes crises sociais e econômicas que volta e meia abalam o mundo... O simples fato de já haver um consenso sobre a necessidade de se regulamentar os mercados para conter este liberalismo desenfreado, especulativo e egoísta, já é um indício de que a História ainda está longe deste apregoado fim, ao contrário, deve estar fazendo Adam Smith se revirar no túmulo, isto se ele já não estiver de ponta cabeça depois do maior Estado capitalista liberal do planeta ter injetado trilhões de dólares para, de forma indireta, "estatizar" as maiores companhias americanas, ação muito mais radical (à esquerda) do que as idéias de Lord Keynes usadas para resolver a “Crise de 1929.”
Duas postagens atrás polemizei com um colega que passei admirar, e com o qual tenho muito mais convergências do que divergências, quando defendi a necessidade de se discutir, de forma ampla, alguns assuntos ligados à mudança na educação que são “tabus” em nosso meio.
Como disse nesta postagem recente: “(...) as idéias são medidas pelas reações que provocam... se não tem valor, são ignoradas e passam despercebidas. Se provocam reações, então precisam ser esmiuçadas e debatidas exaustivamente, de preferência por uma quantidade maior de pessoas, por isso quis publicá-las aqui no blog (...).”
Esta semana a Revista Veja fez uma entrevista com o ex-ministro e Secretário de Educação do Estado de São Paulo, Paulo Renato, o qual abordou temas “imexíveis” sobre os quais, além do que já falei no início sobre "desideologizar", e sobre corporativismo (24/09/2009) também fiz algumas reflexões sobre outros dois temas abordados: “meritocracia” e “autonomia pedagógica”.
Sobre “meritocracia” dou o meu exemplo, não tenho, mas se tivesse mestrado ou doutorado de nada adiantaria como professor da rede pública do Estado do Rio de Janeiro, já que tenho duas pós-graduações e recebo um pequeno acréscimo no salário apenas por uma, isso sem falar que o Estado fica anos sem pagar este benefício aos novos pós-graduados, além não pagar um centavo a mais para quem tem mestrado ou doutorado... um desestimulo ao professor e uma falha de gestão para quem busca eficiência e resultado.
Outro tema que me chamou atenção na entrevista foi quando o Secretário de São Paulo disse: “(...) uma idéia bastante difundida no Brasil é que o professor deve ter liberdade total para construir o conhecimento junto com seus alunos. É improdutivo e irracional. Qualquer ciência pressupõe um método(...)”.
Apesar de saber a idéia de alguns colegas a respeito do que chamam “Escola/Fábrica/Negócio”, lembrei do Senador Cristóvão Buarque falando sobre federalização do ensino na campanha das últimas eleições presidenciais: “Você já reparou que uma agência do Banco do Brasil é igualzinha em qualquer lugar que você for? O funcionário do Banco do Brasil ganha o mesmo salário, não importa a cidade rica ou pobre onde ele trabalha e o método de trabalho é o mesmo de norte a sul do país... Por que isso não acontece na educação?"
Não tenho conhecimento catedrático ou competência suficiente para defender ou não a autonomia pedagógica, mas acho que as Secretarias de Educação deveriam ser mais específicas e planejar com mais cuidado os conteúdos ministrados nas escolas, contando, para isso, com ajuda de universidades federais e estaduais; ao contrário do que ocorre atualmente (no Estado do Rio), em que de tempos em tempos, os professores escolhem livros didáticos entre dezenas de editoras, cada um completamente diferente do outro e, ao final, sem nenhuma padronização, cada escola adota um livro diferente.
Se não fosse assim, poderiam criar um sistema de avaliação mais específico, com a própria Secretaria de Educação preparando estas avaliações, por série, de acordo com o conteúdo, avaliando continuamente o rendimento dos alunos e, paralelamente, mensurando a eficiência do professor, aí sim, os incentivos poderiam vir por mérito e competência.
Sei que não existe consenso sobre estes assuntos, mas é preciso dar opinião e, de acordo com os argumentos, ir aperfeiçoando ou até mudando nossas idéias, o que não podemos é ficar reproduzindo indefinidadmente o que aí está, baseado em conceitos ultrapassados, e deixar de usar um mínimo de criatividade para melhorar a educação do nosso país.
Vale a pena conferir a entrevista.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
VIVER É IMPRECISO - COMEMORANDO O ANIVERSÁRIO DO BLOG
"NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO"
Por causa da minha poesia, era esta a barra do blog... Minha querida amiga Elis Zampieri (poeta), achava que as cordas ("das amarras ao chão"... cais) pareciam mais uma forca. Depois de muitas críticas tive que admitir... realmente era de péssimo gosto.
NAVEGAR-ME
VAIDADES OCULTAS
ORIENTANDO VIRTUDES,
MÁSCARAS DE LUZ
CORROMPENDO ATITUDES.
EGOÍSMO PRESENTE,
DESENCADEANDO DOR,
DESTRUINDO NASCENTES
QUE BROTAM AMOR.
ARRAIGADAS VERDADES
IMPEDINDO O SABER,
CONFUNDINDO OS CAMINHOS
DOS QUE QUEREM APRENDER.
VONTADE INCONTIDA
DE SOLTAR O ESPÍRITO,
DAS MENTIRAS QUE INIBEM
O INEVITÁVEL CRESCER.
DAR VELAS AOS SONHOS,
DESCORTINANDO A VISÃO.
DESFAZENDO OS NÓS
DAS AMARRAS AO CHÃO.
SAIR DA DERIVA
DA FALTA DE VENTOS,
DA VIDA PASSIVA
SEM QUESTIONAMENTOS.
BUSCAR OUTROS RUMOS
MAIS CHEIOS DE NORTE,
NAVEGAR OS SENTIDOS
NA CERTEZA DA SORTE.
PRECISO (EXATIDÃO) X PRECISO (NECESSIDADE)
Não existem mais em nosso planeta regiões geográficas a serem conhecidas como na época das grandes navegações; hoje, os espaços mais importantes - ainda por conquistar - são internos... pessoais. Por isso, as caravelas dessas novas odisséias somos nós mesmos que, num rumo introspectivo, buscamos transpor o "Cabo Bojador”, que delimita os mares conhecidos, indo em direção ao misterioso "além do homem", também em busca de riquezas, mas daquelas preciosidades que "as traças não roem e os ladrões não roubam".
O mar tenebroso, salgado de idéias e sentimentos contraditórios, exige cada vez mais tecnologias e precisão na navegação. Por isso estou sempre atento à construção desta “nova Escola” de Sagres, que revolucione todos os fundamentos náuticos existentes, que nos ensine a transpor o bojador das paixões, do atraso e da ineficiência... que navegue seguro na imprecisão dos corações humanos... que nos ajude encontrar um “novo mundo”, que torne a vida mais significativa... mais feliz!
Quando os navegadores portugueses partiam para desbravar “mares tenebrosos”, encorajavam-se com o refrão da música "Os Argonautas", de Caetano Veloso, também já declamado, exaustivamente, por muitos outros poetas contemporâneos.
Hoje, o nosso mar interior também continua "tenebroso", deixando os navegadores sem norte diante da "imprecisão" da vida e, como Colombo, navegam para o ocidente tentando chegar ao oriente, em direção oposta a seus objetivos, invariavelmente...Erram!Passam a vida inteira enganados, pensando ter encontrado suas Índias.
Outros ainda, exímios navegadores, como o espanhol Pinzón, primeiro europeu a cruzar a linha do equador na região das Américas e, antes de Cabral, de fato, quem descobriu o Brasil, navegam anônimos, apesar de conquistas importantes no dia-a-dia, mas por circunstâncias sociais, políticas, econômicas ou pessoais, simplesmente são ignorados pela História.
Talvez o desprezo pela verdade seja a causa de tantos acharem que só "navegar é preciso"... o meio, equivocadamente, transformou-se num fim em si mesmo.
COLEGAS QUE FIZERAM COMENTÁRIOS NESTE PRIMEIRO ANO DE BLOG Ainda neste clima das grandes navegações, não posso esquecer do meu chará... o Pessoa e ele novamente (o terceiro vídeo) "Viver é Impreciso" foi uma das primeiras postagens do blog - Foi reescrita em comemoração ao primeiro aniversário.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
E O PROFESSOR AMARELOU

Sou formado em Filosofia e, como o hábito faz o monge, gosto de brincar com as idéias, por isso não perco a oportunidade de examinar cuidadosamente cada uma que me aparece, principalmente quando são contrárias àquelas em que acredito.
É penoso, eventualmente, ter de admitir outras possibilidades e abrir mão de algumas convicções, mas esta postura faz parte de uma dinâmica, às vezes, dolorida, mas perfeitamente compreensível para quem entende que só a burrice é estática.
Tenho consciência de que existe um fragmento de verdade em cada um de nós e ignorar ou menosprezar quem se manifesta de forma diferente, me torna faccioso, intolerante e dono da verdade.
Escrevi um texto inteiro só para encaixar esta frase, parâmetro para qualquer debate de idéias.
Resolvi fazer esta postagem depois de um acalorado debate entre os professores membros de um grupo que participo de blogs educativos. Alguém chegou até considerar a discussão um “barraco intelectual”, “falta de educação”, “desrespeito aos colegas”, “pedantismo”, “cinismo”, etc., o que, definitivamente, não foi verdade, o que aconteceu foi uma forte reação às idéias de um colega que ousou sustentar um ponto de vista pouco comum entre o professorado, principalmente os da rede pública.
Escrevi um bom texto sobre o assunto, fiz um link para um outro blog “Twittando Debate” e lá transcrevi integralmente toda a discussão, exatamente para não alterar o seu contexto original e não dar margem a algum mal entendido com alguma interpretação que, involuntariamente, eu pudesse dar.
Ao contrário do que se esperava, exatamente quem provocou toda a polêmica, que teve coragem para revolver o lodo decantado no fundo de um imenso e seguro lago corporativo, que atreveu-se a macular águas supostamente cristalinas, surpreendentemente... amarelou.
“(...) a pura e simples transcrição integral das mensagens fora do contexto original em que circularam é, no mínimo, exposição publica inconveniente e, no limite, copia ilegal e não autorizada”. Manifestando de forma enfática sua contrariedade a respeito de abrir o debate para fora do grupo.
Decepcionado, mantive o link, mas coloquei apenas as minhas participações, e não fiz isso como confrontação, e sim porque acho que esse assunto tem que ser abordado com o espírito aberto, coragem e com disposição para mudar o que, de fato, precisa ser mudado e, ao mesmo tempo, dar um fim a algumas conjecturas alienígenas de quem nada entende de sala de aula ou de educação..
CLIQUE NA BARRA
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
AULA DE RELIGIÃO: É POSSÍVEL ENSINAR FELICIDADE EM SALA DE AULA?
PARA MEU FILHO FERNANDO FELLIPE ...MEU PRESENTE DE ANIVERSÁRIO:
SÓ FELICIDADES... MUITAS!!!
“... o negócio dos professores é ensinar a felicidade (...) o mestre nasce da exuberância da felicidade. E, por isso mesmo, quando perguntado sobre sua profissão, os professores deveriam ter coragem para dar a absurda resposta: Sou um pastor da alegria” Rubem Alves
Terminei o último post com a frase de Alexander Neill afirmando que o professor deve ser “o promotor da felicidade em sala de aula”, mas como promover a felicidade sem que antes se faça uma profunda análise sobre o seu verdadeiro significado?
Por causa do carinho da minha querida aluna da sexta série do Colégio José Garcia de Freitas, Lorena Bastos, que exaltou meu ego criando uma comunidade para mim no Orkut, “Fernandão, o Mágico dos Mágicos” é que comecei a entender com clareza o que Guimarães Rosa quis dizer com “quem quer viver feliz faz mágica”.
A palavra "mágica" provém da língua persa, ‘magus’ ou ‘magi’ e significa tanto imagem quanto um homem sábio, ou seja... sabedoria, e só mesmo através dela poderemos encontrar o caminho para a felicidade. O filósofo catarinense Huberto Rohden (falei sobre ele aqui no blog no dia de finados do ano passado), dizia que só um homem autorealizado pode ser feliz, não havendo, portanto, diferença entre autorealização e felicidade. Esta autorealização só pode ser conseguida pelo autoconhecimento, que na tradução da expressão sânscrita atman, significa o conhecimento de uma verdade interior, do Eu verdadeiro, maiúsculo para dar um caráter divino à alma individual (Salmo 82:6 e João10:34).
Nenhuma outra frase nos induz mais ao autoconhecimento do que as palavras de Jesus em Lucas 17.21: “O reino de Deus está dentro de nós”, e só por este viés que entendo plenamente o sentido da palavra felicidade.
Para reforçar este argumento e também porque critiquei o “professor conteudista” no post anterior, não quero deixar a falsa impressão de que sou um educador que não liga para conteúdo, aproveito então para falar de um assunto ligado à minha formação acadêmica, resumindo o pensamento de três filósofos que viveram na Grécia antiga e que tinham visões distintas sobre o significado de felicidade: Epicuro, Diogenes e Zenon.
O primeiro deles, Epicuro, tinha uma filosofia muito parecida com o que entendemos por felicidade aqui no ocidente, onde os valores materiais e todos os deleites que o dinheiro pode proporcionar norteiam a vida das pessoas... O Hedonismo, que se fundamentava na concepção de que a felicidade estaria associada a todo tipo prazer (hedoné), valorizando o ego e a sensualidade. Era a filosofia do “ter tudo o que puder ter e gozar tudo que se puder e gozar”.
Já uma outra corrente, exatamente o contrário da primeira, mais identificada com a filosofia oriental, defendia o desapego total aos bens materiais e seu fundador, Diógenes, de Sínope, morava em um velho tonel no mercado de Atenas e seus únicos bens eram um alforje, um bastão e uma tigela, que simbolizavam o desapego e auto-suficiência perante o mundo. Era a filosofia do “não ter”, segundo a qual a felicidade não podia depender de “nada que o mundo pudesse nos tirar e não desejar nada que o mundo não pudesse nos dar”
É famosa a história de Diógenes saindo em plena luz do dia pelo mercado de Atenas, com uma lanterna acesa procurando por homens verdadeiros (ou seja, homens auto-suficientes e virtuosos). Outra história famosa de Diórgenes foi quando Alexandre, o Grande, rei da macedônia ao encontrá-lo tomando sol seminu no mercado de Atenas, ter-lhe-ia perguntado o que poderia fazer por ele e que atenderia qualquer pedido que lhe fizesse. Acontece que devido à posição em que se encontrava, Alexandre fazia-lhe sombra. Diógenes, então, olhando para o Sol, disse: "Não me tires o que não me podes dar!"
A escola de Diógenes negava o ego, a individualidade e o apego à matéria. Um exemplo disso, na filosofia oriental, é a vida de Shidarta Gualtama, o Buda, que abandonou todo o luxo em que vivia, o palácio e a família e partiu para o mundo em busca do conhecimento que o libertasse do sofrimento e conduzisse à felicidade ou, na ficção, em Caminho das Índias, a personagem de Lima Duarte, Shankar, se torna um "renunciante", um Sanyase.
Nestas duas antíteses estão basicamente os dois conceitos principais que se entende por felicidade, a filosofia ocidental e a filosofia oriental, a felicidade baseada no “ter” e a mesma felicidade fundamentada no “não ter”.
Apareceu então uma terceira escola filosófica, a de um grande gênio chamado Zenon, cujo conceito de felicidade não se baseava em objetos ou circunstancias , mostrando que a atitude do homem diante dos objetos é muito mais importante do que o próprio objeto, transferindo a causa da felicidade do “ter” ou do “não ter” (objetos) para o “ser” (sujeito), mostrando, como disse o escritor Hemingway: "o homem é o senhor do seu destino e capitão de sua alma", e que nunca vai encontrar a felicidade em alo-realizações, o oposto da busca por autoconhecimento e autorealizações que, essencialmente, não diferem do que Jesus ensinou no “Sermão da Montanha”, que nada mais é do que buscar a felicidade dentro de si, cujo "caminho das pedras" estão cristalinamente indicados em palavras como: “pobres de espíritos”, “puros de coração”, "os mansos”, “os que sofrem perseguição por causa da justiça”, “os pacificadores”, “os misericordiosos”, “os que choram”, “os que amam os que os odeiam” e fazem o bem a quem lhes fazem o mal”.
Mahatma Gandhi, que não era cristão, disse que se perdessem todos os livros sagrados da humanidade, e só salvasse o Sermão da Montanha... nada estaria perdido!
Se a nossa escola pública não é confessional, então não necessita de aulas específicas de religião , eu, particularmente, prefiro chama-la de aula para "aprender a ser feliz", isto porque existe uma quantidade muito grande de religiões e crenças. e até quem não acredite em nenhuma delas, a questão não é concordar ou não com sua existência, mas a maneira como são ministradas.
Deveria “puxar a sardinha para minha brasa” e defender aula de Ética”, já que em Filosofia, Ética está relacionada com o que é bom para o indivíduo e para a sociedade, e seu estudo contribui para estabelecer a natureza de deveres neste relacionamento. Certamente alguns educadores estariam preparados para ministrar estas aulas, mas prefiro que este "religare" com a nossa essência divina perpasse por todos os conteúdos e fique ao alcance de todo educador que tenha consciência de sua importância e imite Alexander Neill promovendo-a em sala de aula.
SERMÃO DA MONTANHA - Cid Moreira








