terça-feira, 27 de novembro de 2018

REESCREVENDO SOBRE OS MÉDICOS CUBANOS

    
Reescrevi um artigo da época que os médicos cubanos vieram (clique no link)

"Não interessa o salário, trabalhamos por amor", diz médico cubano 

        Não se trata de uma postura de direita como os maniqueístas gostam de me rotular e classificar por aqui quando não comungo 100% daquilo que acreditam, mas afirmo que a declaração do porta-voz da delegação de médicos cubanos, apesar de filosófica e humanista, certamente não representa a opinião de todos, já que é uma postura eminentemente individual. Posso até afirmar que antes de me aposentar lecionionava por amor... por vocação, e que meu salário era o menos importante que o prazer que sentia com minha profissão, mas esta afirmação não representava todos os colegas de minha escola.           
        Ainda assim é preferível um médico estrangeiro lá em "São Cú do Mundo", sem nenhuma infra-estruturar, do que não ter nenhum. O Brasil tem aproveitou este “nicho de mercado” criado por Cuba para assistir nossos irmãos desamparados.
        O Brasil vive um estado de calamidade pública em termos de saúde e educação, ainda assim, os médicos brasileiros, ao contrário dos professores, são considerados pela população como semideuses onipotentes, mas existem males que vem para bem, e mesmo nas piores situações ainda podemos tirar algum proveito, toda essa polêmica só serviu para aumentar meu respeito aos médicos cubanos... eles tem cara de simples mortais, e, como os professores da rede pública... tem rostos de brasileiros comuns!
       Em contra partida não acredito em “solidariedade coletiva de Estado”, principalmente quando não são levados em conta os interesses e as iniciativas pessoais, como também não creio em nada que não é discutido e decidido com liberdade, por isto a charge acima retrata uma realidade incontestável.
     Também não levo para o lado ideológico e nem chamo de "escravidão" a tão propagada diferença entre o valor pago pelo Brasil e a remuneração que os médicos cubanos recebem, acredito mais na boa causa... Cuba formará novos médicos e o mundo sairá ganhando.
         A única dúvida é que se o governo cubano deixar que as famílias destes médicos saiam de Cuba e, junto com seus maridos e esposas, participem também desta "cruzada de solidariedade", acho que nenhum deles voltaria para a ilha.
     Coitados dos nossos politiqueiros de plantão. Será que nunca vão entender o que seja desprendimento ideológico? Livre Pensamento? Pragmatismo? Será que não podem fazer um esforço para entender e tirar proveito este tipo de "solidariedade", ainda que seja um marketing do regime cubano que impõe de cima para baixo uma maneira de viver incompatível com a natureza humana.
 Duvido muito! 



segunda-feira, 5 de novembro de 2018

LIBERDADE DE CÁTEDRA E AUTONOMIA PEDAGÓGICA

RASCUNHO ONLINE

 
".... precisamos pensar nas inquisições que estão se criando em nossa sociedade e nos inquisidores forjados debaixo de nossos olhos, principalmente, pelo medo e pela ignorância multiplicados pela manipulação" Tatiane Martins (clique no link)






             Tenho um orgulho danado do Professor Doutor Edimilson Mota, acompanho sua trajetória de vencedor há muitos anos... do professor que fazia “bico” fotografando os formandos na FAFI de Muriaé, depois tive o privilégio de compartilhar meu dia-a-dia com ele no CCEM (Centro Cenecista Educacional de Muriaé), depois Secretário de Educação de Eugenópolis e Professor Doutor na UFF,  capacidade reconhecida e admiração de todos os amigos.
             Sou contra qualquer tipo de censura, principalmente se atentar à "liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento”, por isso fico revoltado com tanta gente que não é do ramo dando opinião sobre a “lei da mordaça”, mas quero abordar essa liberdade por outro viés, partindo do pressuposto que qualquer atividade para ser bem sucedida precisa de planejamento e método, e acho um equívoco o professor ter liberdade total para construir o conhecimento junto com seus alunos... é improdutivo, a educação pela importância que tem, precisa de um amplo planejamento e, principalmente, padronização e controle (avaliação de desempenho).
                  O Senador Cristovam Buarque, primeiro ministro da Educação do ex-presidente Lula, jogou uma semente em meu coração e desde então eu a tenho regado, esperando que um dia possa florescer... a  FEDERALIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL (clique no link):
“Você já reparou que uma agência do Banco do Brasil é igualzinha em qualquer lugar que você for? O funcionário do Banco do Brasil ganha o mesmo salário, não importa a cidade rica ou pobre onde ele trabalha e o método de trabalho é o mesmo de norte a sul do país. Por que isso não acontece na educação?"
Não sei como acontece hoje, mas até minha aposentadoria, de tempos em tempos, as editoras mandavam seus livros didáticos para a escola e os professores tinham a liberdade para escolher aqueles que iam adotar, entre ofertas de dezenas de editoras, cada um completamente diferente do outro e, ao final, sem nenhuma padronização, cada escola adotava um livro diferente... essa autonomia pedagógica e ilógica e irracional, se a família muda de cidade, de estado, há uma descontinuidade nos estudos do aluno.
             Sou um “liberal etimológico”, completamente a favor das “liberdades”, mas a autonomia pedagógica, e de certa forma, também a liberdade de cátedra, sem os parâmetros citado acima, somados aos pífios resultados da nossa educação, que em um ranking entre 36 países, em 2017, o Brasil ficou em penúltimo lugar, faz com que tanta gente queira opinar
            O Brasil gasta mais em educação em relação ao PIB que a média de países desenvolvidos, e se gasta muito e não tem resultados positivos, dá margem para que tantos desinformados façam criticas a "lei da mordaça", é apenas uma das muitas formas de atacar o que não funciona. 
               Não conheço o projeto de lei sobre a "Escola sem Partido", mas sei que igual a mim tem muita gente opinando também sem conhecer, apesar de ser contra todo tipo de censura, não acho ético usar a "livre cátedra" para pregar "livremente", por exemplo, a própria religião ou o partido político que milita, para mim é uma espécie de "assédio religioso" ou "assédio político/ideológico", e acreditem, não fico apenas na retórica, na prática (clique no link) sempre fiz isso, não existe neutralidade, sempre busquei a imparcialidade, mas uma pergunta ter que ser feita, por quem defende e por quem é contra... a escola sem partido tem partido?


No último link "na pratica", primeiro e segundo parágrafos
Legendei o vídeo só em duas partes para contextualizar



sexta-feira, 2 de novembro de 2018

FINADOS, DIA DE PENSAR NA VIDA

RASCUNHO ONLINE

         Este é um dia especial para que se faça uma reflexão sobre a vida. Não a vida após a morte, mas esta vida de agora. A outra vida para mim é uma realidade futura, e, apesar das naturais dúvidas de quem raciocina cartesianamente, me apego à crença que devo me credenciar, pela via do amor, em meu dia-a-dia, para que ela seja plena futuramente.
          Gosto da "Filosofia Integral" do professor e filósofo Huberto Rohden, onde ele diz que, na vida, devemos equilibrar valores. Que o espírito e a matéria têm importâncias distintas, mas que um completa o outro. Porém, os valores ligados ao espírito devem prevalecer, já que um é substância, o outro, a circunstância; o espírito está ligado ao sujeito, a matéria, ao objeto; o primeiro, ao centro, o segundo, às periferias. E, dando uma dose de humor para deixar bem claro a necessidade deste equilíbrio, acrescenta... "corpo sem espírito é cadáver e espírito sem corpo é fantasma".
           Mesmo com os sofrimentos que atropelam a vida desde que o mundo é mundo, ainda não conseguimos estabelecer prioridades na relação espírito/matéria, ainda não adquirimos sabedoria necessária para banir de nossos corações sentimentos e atitudes como cobiça, avareza, inveja, maledicência, vaidade, ódio, intolerância, mentira, preconceito, mas sobretudo, orgulho e egoísmo.
           Será que nunca aprenderemos com nossos erros? Será que, indefinidamente, continuaremos a ignorar os ensinamentos da História?
            Finados é a oportunidade para esta reflexão.

  RENASCER
Na agonia da tarde,
precedendo as sombras da noite,
a claridade é tragada
como se fosse para sempre
Pondo-se entre montanhas
que antes iluminara,
deixa o sol, as estrelas,
em inefável beleza.
Embaixo, um rastro sombrio,
ocultando todos os caminhos,
deixando perdido nas trevas
quem só usa os sentidos.
Sensíveis observadores
que transformam-se ao olhar para o alto,
vislumbrando na imensidão do cosmo
os mistérios da perfeição.
Fechando um círculo de luz,
no breve giro da terra,
limita o espaço infinito
com o brilhante azul da manhã. 

 Para a querida Marieta, a Tieta do meu coração, que me inspirou nestes versos, abrindo novas perspectivas para a morte. 


Post original de 01/11/1998, fiz uma correção e não consegui atualizar (data dos comentários): CLIQUE AQUI


segunda-feira, 22 de outubro de 2018

UNANIMIDADES RODRIGUIANAS DO CAOS


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          Nessa época pré-eleitoral bipolar, em que as “unanimidades rodriguianas” nos levam à divisão da humanidade entre “esquerdeopatas” e “direiteopatas”, apesar dos aécios, perrelas, paulos pretos, roubo de merendas, Rodoanel e helicópteros com cocaína, sobretudo, apesar do PSDB, continuo revendo minhas verdades e insistindo no “caminho do meio”, também cogitando no pensamento espaços para a abrangente ideia da social democracia dentro do meu pragmatismo racional, sempre retificando quando for preciso e ratificando o meu seixismometamorfoisico às velhas opiniões formadas sobre tudo.
       Além disso resolvi escrever sobre esse assunto em reação a ignorância e a desinformação daqueles que colocam no mesmo balaio do comunismo todas as matizes políticas e econômicas que não seja a da extrema direita, e no mesmo balaio do fascismo qualquer pensamento democrático liberal que enxergue o emprego e a  redução de impostos, benefícios sociais maiores que os atuais planos assistenciais do governo.
         Tudo que escrevo é fruto do meu contraditório idealismo pragmático, como na letra de Ferreira Gullar na canção de Fagner, do “meu coração sempre dividido entre o sonho e a razão", se não fosse por isso acreditaria no “Fim da História" de Francis Fukuyama, mesmo sabendo que o capitalismo é o mais eficiente sistema na produção de riquezas.
          O dia-a-dia me mostra que esse "fim da história" jamais acontecerá, ao contrário, Adam Smith deve estar se revirando no túmulo, se já não estiver de ponta cabeça, depois que os EUA, o maior país capitalista liberal do planeta, ter injetado trilhões de dólares para salvar as maiores companhias americanas na crise de 2008, uma interferência do Estado " muito mais radical, à esquerda, do que as medidas praticadas por Lord Keynes para debelar a “Crise de 1929".
           Minhas dúvidas são comuns a todos que tem sinceras preocupações com o equilíbrio fiscal e a boa gestão, mas não consigo esquecer as demandas sociais que só o capitalismo pode fazer frente em uma país pobre como o nosso. 
            Minha teoria “budistaaristotélica singular, ímpar, de centro”, concilia a eficiência na produção de riquezas com gastos sociais extremamente necessários em um país carente e desigual como o nosso, e essa visão não tem sustentação alguma, quer seja no socialismo científico de Karl Marx ou no capitalismo liberal de Adam Smith, meu medo aqui é que a lógica petista socialista mate a "galinha dos ovos de ouro" e confirme o prognóstico da ultradireitista Margaret thatcher: "O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros".
            Esse meu entendimento de economia não está nos planos da esquerda, tampouco da direita, nos dois predominam "a fome com a vontade comer"... um lado quer acabar com a fonte e o outro quer concentrar a água para poucos beberem. A hegemonia de qualquer um dos lados será o mais completo caos.

SOBRE O TÍTULO:  Para Nietzsche o homem pensa coletivamente, "de rebanho só sobrevive na unanimidade". Talvez Nelson Rodrigues tenha se inspirado no filósofo quando cunhou sua famosa frase... "toda unanimidade é burra"





sábado, 29 de setembro de 2018

BOLSONARO CONTRA LULA.... E EU?


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CLIQUE NOS LINKS          

Respondendo ao meu querido ex-aluno Vinicius Carvalho:

           Estou muito mais para *Paulo Guedes do que para seu candidato, até porque na área econômica considero Bolsonaro, na linguagem petista, um “neoliberal”, e tenho minhas dúvidas se esse novo liberal seguirá mesmo a cartilha de seu economista.
  Meu problema com ele é que o meu lado humanista não combina com as declarações que deu ao longo de sua improdutiva carreira política, principalmente por ter exacerbado a divisão “nós x eles” que Lula iniciou.
        Essa eleição não tem nada de socialismo x capitalismo, está mais parecida com a disputa do antigo PSB com a UDN, ou como acontecia aqui em Muriaé antigamente “puaia” (PSD) e “goteira” (UDN), mas ninguém ficava como hoje querendo “quebrar o pau”, como acontece com os seguidores de Bolsonaro.
         Com esses dois candidatos que lideram as pesquisas, fiquei entre a “cruz e a espada”, definitivamente, Lula ou Bolsonaro não me representa, e se você tiver paciência para ler os posts desses três links, entenderá meu dilema em não querer votar Bolsonaro por questão ética, e não votar em Lula porque não pretendo votar em bandido condenado pela justiça, e digo isso porque consigo acreditar que um político que tem um controle total da campanha de seu "poste" de dentro da cadeia, não sabia do que acontecia no gabinete da Casa Civil, ao lado do seu, comandado por José Dirceu, e todas as outras falcatruas que aconteceram em seu governo.
            

*O primeiro aconteceu em um papo no grupo de amigos de blogs educativos, com centenas de professores de todo o Brasil, sobre estabilidade profissional do professor, eu lecionava em escola particular e pública, meus colegas professores também faziam o mesmo, mas na escola particular, de alguma forma, as coisas funcionavam melhor, se o professor pisasse na bola, com fiscalização e controle, era demitido, o que não acontecia e não acontece na escola pública.: “E o Professor Amarelou”;
       O segundo post, também relacionado ao meu grupo profissional, desmistificando essa história de que todo professor de História é de esquerda: “Assédio Ideológico, Doutrinando na Sala de Aula”;
        E o terceiro, sobre privatização, no batizado do meu neto: “Privatizou? Dançou!

Como vê Vinicius, é impossível ser coerente em uma situação como essa.

domingo, 23 de setembro de 2018

LEVIATÃ


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           O homem é o lobo do homem, inimigo de si próprio, daí a necessidade de um governo forte, submetendo-se a um poder absoluto e centralizado de uma autoridade inquestionável para que possa assegurar sua paz.
              A Igreja cristã e o Estado cristão devem formar um só corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o direito de interpretar as escrituras e decidir as questões religiosas. A livre interpretação da Bíblia de Lutero, na Reforma Protestante, tem por objetivo enfraquecer o monarca.



quarta-feira, 29 de agosto de 2018

MILITARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO


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 MILITARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO



         Nos anos 60, foi inaugurada em Muriaé a primeira escola pública de Ensino Fundamental e Médio, o Colégio Estadual Orlando de Lima Faria. Ingressei no primeiro “exame vestibular”, realizado onde funcionou por muitos anos a “Casa das Meninas”, hoje o “Casa lar”, até então só existia escolas públicas de Ensino Fundamental (Primeira a quarta série). Só as elites frequentavam o “Ginásio” (quinta a nona série) e o "Científico (1º ao 3º ano do Ensino Médio)".
           Antes, estudei o primeiro ginasial no Colégio São Paulo, uma das três escolas particulares com Ensino Fundamental e Ensino Médio (Ginásio e Científico) que funcionavam aqui em Muriaé,
 Ficávamos perfilados e cantávamos o hino nacional. Vestíamos um uniforme de brim caqui, calça e camisa de manga, cheio de bolsos e com passadeira nos ombros, muito parecido com uma farda militar.
           Se algum aluno cometesse alguma indisciplina e não fosse identificado pelo inspetor (Na minha época, o Professor Margarido), todas as séries ficavam perfilada no sol quente por muito tempo... o castigo se tornava coletivo, todo o colégio pagava.
         Aluno que não fizesse “dever de casa”, ou cometia alguma indisciplina em sala, o professor anotava seu nome, e sexta-feira, no último horário, eram anunciados pelo “telespique”, um sistema de alto-falante interno, que começava assim: “Alunos convocados para o castigo de domingo...” Lembro-me que uma vez fiz 5.000 cópias da frase: “A palavra período leva acento”.
       Como eram poucas escolas, era fácil selecionar uma “elite” de professores e alunos, realmente não existe paralelo entre aquela educação de antigamente com as “barbaridades” que acontecem hoje em nossas escolas.
        Mas o mundo mudou, Muriaé hoje tem 79 escolas municipais, 35 estaduais, seis privadas e uma federal (http://www.escolas.inf.br/mg/muriae).  Com o aumento da quantidade de escolas e alunos é fácil entender a queda na qualidade. Hoje, um jovem vocacionado e com potencial para ser um bom professor, por causa dos baixos salários, violência nas escolas, má gestão e falta de investimentos, sequer cogita essa possibilidade, apenas 2% de alunos do Ensino Médio pensam em seguir a carreira do Magistério. Continuando assim não teremos professores em um futuro bem próximo.
         Felizmente não vivemos mais em um regime fascista de elites, a sala de aula representa a nossa sociedade como um todo, com o que tem de “atrasado” e “adiantado”, e nós, professores, lidamos com problemas sociais muito mais complexos, nossa função, além de instruir, também é social, além de professores também somos educadores, quando melhoramos alunos em uma sala heterogênea estamos, na realidade, aperfeiçoando toda a sociedade. 
           Fiquei muito bem impressionado com Capitão Styvenson Valentim, da polícia militar do RN, que liderou a iniciativa de uma parceria entre a Escola Estadual Maria Ilka de Moura e a Polícia Militar, com resultados inquestionáveis.
    Voltando ao título deste post, no caso do nosso Município, será que conseguiremos 121 militares com a mesma capacidade, dedicação e vocação social que o competentíssimo capitão potiguar? Só Minas Gerais, o maior Estado em quantidade de municípios, tem 853, São Paulo, o segundo, 645, e o terceiro Rio Grande do Sul, 497... Quantos capitães Styvensons precisaremos? 
       Educação, pela “importância estratégica”, expressão muito usada pelos militares, não pode ser relegada a um marketing político superficial, aproveitando uma competência individual, mas impossível de se colocar em prática a nível nacional.
        Um dos principais objetivos do meu conteúdo, História, é "apropriar do resultado das ações do homem no tempo, visando projetar uma ação presente e futura", e a História me mostra que nos 21 anos do regime militar, ao contrário do liberalismo apregoado pelo candidato que lidera as pesquisas em 2018, a escola pública foi a que mais sofreu com a interferência do Estado, servindo, como aconteceu em todas as outras ditaduras no mundo, num eficaz meio de propaganda ideológica, quando aconteceu, de fato, a "proletarização dos professores", para mim a principal causa do estado lamentável da educação hoje é a falta de valorização desse profissional... que jovem vocacionado quer ser professor hoje?
       Gostaria de muito mais esclarecimentos sobre "militarização da educação", assim, como foi colocada, não pode ser considerado como uma proposta de governo para a educação.
CLIQUE AQUI... POST DE 2011

  Mais sobre o Capitão Styvenson Valentim:


CORAÇÃO APAIXONADO... É CONSCIENTE? E A RAZÃO... MENTE?


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               Tento, honestaMENTE e  desapaixonadaMENTE, levar em conta todas as possibilidades. Quero obstinadaMENTE trocar o que acho, pelo que realmente é... Em tudo na vida.
          O hábito faz o monge, por formação gosto de brincar com as idéias e com as palavras, por isso não perco a oportunidade de examinar, cuidadosaMENTE, e sem fazer nenhum tipo de pré conceito, todas as probabilidades possíveis, principalMENTE quando um pensamento é, aparenteMENTE, contrário, em principio, a tudo em que acredito.
          É penoso, eventualMENTE, ter que admitir outras possibilidades e abrir mão de algumas convicções, mas esta postura faz parte de uma dinâmica, dolorida, mas perfeitaMENTE compreensível para quem entende que só a burrice é estática.
                  Como sempre, minhas dúvidas são maiores que as certezas, mas não pense que estou me alinhando à sua medíocre crença de que poderá salvar o país apenas com suas verdades libertadoras. Não DESCARTES nunca a possibilidade de que possa estar errado...  estou apenas me autocriticando livreMENTE.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

NÃO CONSEGUI PARAR DE CHORAR


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         CLIQUE AQUI

                 Educação nunca foi prioridade para nossos governantes, e nós, professores, nunca tivemos o reconhecimento que esses profissionais tem em outros países, mas quando ex-alunos, que já deixaram a escola há tanto tempo, se reúnem para fazer uma homenagem como esta, não tem como não me sentir super valorizado.
           Apesar de saber que esse dia ficará para sempre em meu coração, resolvi fazer um registro físico, assim, sempre poderei beber nessa fonte quando minha autoestima estiver baixa, e precisar renovar minhas energias para retomar meus sentidos.
          Sou de uma família de professores (mãe, esposa, irmã, irmão, sobrinho e avô), mas a tradição familiar parou em mim, por causa do pouco valor dado a essa profissão, meus filhos nunca sequer cogitaram qualquer possibilidade nessa área, mas quem sabe as coisas mudem e, para o bem do país, meu netinho encontre perspectivas no futuro que o faça entusiasmar .
         Nos professores a aposentadoria potencializa a falta que sentimos de nossa atuação profissional no dia-a-dia, isto porque ela não é igual às outras, nosso "material de trabalho" são vidas em formação, e os “instrumentos" que usamos no dia-a-dia, sensibilidade e emoção, somados às essas manifestações de carinho transformam essa atividade num verdadeiro alimento para a alma.
         Nessa homenagem que recebi, fui apenas aquele que canalizou na minha escola a essência dessa convivência mágica entre professor e aluno, que é de puro amor, uma continuidade de tudo que sentíamos pelos nossos mestres lá no passado, e que ficaram guardados com o mesmo carinho em nossos corações.






sábado, 11 de agosto de 2018

"LIBERALISMO ETIMOLÓGICO"


RASCUNHO ONLINE

 JOHN LOCKE e ADAM SMITH 


          Meu filho, um bem-intencionado cidadão de esquerda, acha graça quando digo que sou liberal apenas no sentido etimológico da palavra, e acrescenta... “em política meu pai tem postura de direita, mas em seu dia-a-dia, nas ideias e nas relações pessoais, é de esquerda”, equivocadamente diz isso como se humanismo tivesse lado.
          Sempre evito o pedantismo de levar a sala de aula para o botequim, mas aqui no blog posso fazer essa exceção. Quando falo no meu “liberalismo etimológico”, quero apenas reafirmar minha crença na LIBERDADE, e como não acredito mais em esquerda/direita, reafirmo sempre minha posição em relação aos “liberalismos”econômico e político.
           O meu “liberalismo etimológico”, está associado ao liberalismo filosófico/político de John Locke, que surgiu na Idade Moderna contra o absolutismo, incompatível com qualquer forma de totalitarismo... liberdade de pensar e agir de acordo com o livre arbítrio, liberdade política, religiosa, ideológica, de pensamento, de igualdade, e a favor do estado democrático de direito.
            “Liberalismo econômico” é outra coisa, ninguém pode ser considerado liberal e, por exemplo, ser contra a privatização de algumas estatais, por achar que são poderosos instrumentos de política econômica, mas não abrir mão de Adam Smith quando se tratar da privatização de TODAS as outras empresas estatais brasileiras, além de ser favorável a participação do estado em bolsões de pobreza, ciente que o estado já é mínimo para quem nada tem.
              Não devemos nos prender à ideologias, muito menos ficar endeusando "salvadores da pátria", em todas as áreas, privadas ou estatais, probidade e gestão eficiente são condições "sine qua non", todo o resto é chover no molhado, blá blá blá de políticos querendo o poder, o que determina  esses pré requisitos é a história e a experiência do candidato a administrador.